Modelo transteórico de mudança: como utilizá-lo na prática?

Conteúdo
08/09 – Praticando os estágios de mudança e conhecendo os processos

22/09 – Praticando os processos de mudança e conhecendo os marcadores e contextos de mudança

29/09 – Modelo transteórico: integrando e praticando as dimensões

Facilitadora
Martha Ludwig.
Psicoterapeuta e supervisora. Doutora em Psicologia Clínica (PUCRS/UMBC). Estágio de Doutorado com Carlo DiClemente (na University of Maryland Baltimore County). Treinamento nos Estados Unidos em Entrevista Motivacional com William Miller e Terapia Cognitivo Comportamental com Judith Beck. Autora de artigos e capítulos de livro sobre Modelo Transteórico e sobre TCC. Especialização em Terapias Comportamentais Contextuais CEFI.

Datas: 08, 22 e 29 de setembro 2020

Horário: Das 19h30 às 21h30

Online e Ao vivo

Turmas pequenas, vagas limitadas

Inscrição: Enviar nome completo e comprovante de pagamento para eventos@alimentas.com.br

Investimento e Forma de pagamento: Boleto ou cartão de crédito 1 dia (R$ 60,00)

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Curso completo 3 encontros (R$ 180,00)

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Dia dos pais

Tanto a presença como a ausência dos pais podem influenciar profundamente a saúde mental e emocional dos seus filhos, seja positivamente ou negativamente. Apesar de que culturalmente a influência sobre os filhos seja mais associada a mãe, o envolvimento paterno é muito importante para um desenvolvimento saudável dos filhos. Nos tempos atuais a participação ativa do pai está cada vez sendo mais necessária.
O cuidado com os filhos esteve ligado historicamente a mãe, pois a sociedade funcionava dessa maneira, com a mulher em casa cuidando dos filhos, fazendo comida e com o marido trabalhando. Aos poucos, vem sendo ampliados esses papéis que foram estabelecidos.
Mesmo com essas mudanças, ainda há pais que não são presentes. A imagem de um pai ausente, com a criação de um vínculo pouco seguro, distante afetivamente e com poucas possibilidades de comunicação com o pai está relacionado inclusive ao desenvolvimento de transtorno alimentar nos filhos.
Além disso, eles também podem auxiliar muito no tratamento de transtornos alimentares sendo presentes e ativos no seu papel.
Parabéns a todos os pais que cuidam o máximo possível dos seus filhos e a quem acaba exercendo o papel de pai!!

Receitas

Receitas

Banana prática

  • 1 banana
  • 1 fatia de queijo
  • Pitadas de canela a gosto
  • Preparo: Misturar todos os ingredientes e colocar no microondas.

Bolo caseiro de maçã ou banana

  • 2 xícaras de farinha integral
  • 2 xícaras de açúcar mascavo
  • 1/2 xícara de aveia
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 2 maçãs picadas ou 2 banana picadas
  • 1/2 xícara de água
  • 4 ovos
  • 1 xícara de óleo
  • 2 colheres de sopa de fermento químico
  • Preparo: Misturar primeiro ingredientes secos e depois juntar o restante. Assar no forno 180ºC.

Panqueca de aveia

  • 1 ovo
  • 1 colher de sopa de farinha de aveia
  • 1 colher de sopa de requeijão
  • Preparo: Misturar todos os ingredientes e colocar em uma frigideira (tipo panqueca) cozinhar um lado e depois o outro. Acrescentando cebolinha e/ou salsinha durante a preparação dá um toque especial.

Fruta com pasta de amendoim

  • 1 maçã
  • 1 colher de chá ou sopa de pasta de amendoim
  • Cacau em pó a gosto
  • Canela em pó a gosto
  • Preparo: Picar as frutas e misturar os outros ingredientes. Obs: pode ser feito com banana e morango também.

Barra de cereal caseira

    • 1 banana
    • 1 colher de sopa de aveia ou granola
    • Cacau em pó a gosto
    • Canela a gosto
    • Castanha de caju a gosto
    • Preparo: Misturar todos os ingredientes em um prato (amassar a banana com garfo). Colocar no microondas por 2 minutos e moldar em formato de tira/barra de cereal.  Colocar na geladeira e deixar por 24h.

Almôndega no forno

  • 1 “pacote” de carne moída
  • 2 ovos
  • aveia em flocos a gosto
  • salsinha e cebolinha a gosto
  • queijo ralado a gosto
  • sal a gosto
  • Preparo: Misturar todos os ingredientes. Com uma colher de sopa, espaçar em uma forma e colocar no forno.

Chips de legumes

  • Cortar uma cenoura em rodelas bem fininhas ou 1 berinjela, temperar com azeite de oliva, sal, orégano e colocar no forno. Opção de acrescentar queijo ralado.

1ª Jornada Acadêmica da Alimentas

EM FUNÇÃO DA RÁPIDA TRANSMISSÃO DO CORONAVÍRUS (COVID-19) O EVENTO FOI SUSPENSO E SERÁ REMARCADO PARA QUANDO FOR POSSÍVEL REALIZAR EM UM MOMENTO MAIS SEGURO.

Horário: 14h ás 18h
Local: Alimentas Ideias Nutritivas (Av. Ipiranga, 7464 sala 1124 – Jardim Botânico – Porto Alegre – RS)

Temas
Corpo, cultura e sexualidade
Medicações liberadas para a perda de peso e seus efeitos
Autocompaixão
Formação e distorção de imagem

Público-alvo
Profissionais e estudantes da área da saúde.

Palestrantes
Bianca Grandi
Luanda Farala
Maria Isabel Mattos
Simone Campani

Inscrição
Enviar nome completo e comprovante de pagamento para eventos@alimentas.com.br.

Investimento
R$ 120,00

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Vagas limitadas.
Haverá certificado.

POLÍTICA DE CANCELAMENTO

Em caso de desistência por parte do aluno, um valor parcial será devolvido somente se o pedido de cancelamento for feito até 7 dias após o pagamento. Se o pedido de cancelamento for feito após 7 dias de ter sido efetuado o pagamento, não haverá reembolso, somente a possibilidade de o aluno repassar a inscrição para outra pessoa.

Setembro Amarelo

Por Ramiro Catelan, Psicólogo

Na esteira do Setembro Amarelo, campanha que busca a prevenção do suicídio e valorização da vida, gostaria de fazer algumas considerações sobre a saúde mental da população LGBT.
A ciência psicológica vem produzindo uma vasta literatura sobre os efeitos do estresse crônico a que pessoas LGBT são submetidas diariamente por terem a ousadia de serem quem são em um contexto social invalidante e hostil.
Essas pessoas estão sujeitas a escores alarmantes de preconceito, com consequências fisiológicas diretas e desfechos psicológicos negativos.
Há uma relação cruel entre experiências de discriminação, expectativas de rejeição e homofobia/transfobia internalizadas. Os impactos não são apenas simbólicos, subjetivos. São materiais. São concretos.

As pessoas sentem na pele a ferida do estigma, do ódio, da incompreensão, da apatia.

Há pesquisas que apontam que a expectativa de vida de pessoas LGBT é reduzida em ambientes explicitamente contrários à diversidade sexual e de gênero, colocando essa população em risco para mortes por suicídio, homicídio e doenças cardiovasculares.
Existem achados que apontam que jovens LGBT que experienciam preconceito e rejeição no ambiente familiar estão oito vezes mais propensos a tentativas de suicídio.

Mulheres lésbicas estão sujeitas à objetificação e auto-monitoramento persistentes, podendo ocasionar risco para transtornos alimentares.
Ainda, os níveis de depressão, ansiedade, abuso de substâncias, tentativas de suicídio e suicídios consumados entre pessoas não-heterossexuais e não-cisgênero mostram-se simplesmente assustadores, e têm sido apontados por várias investigações.
As barreiras de acesso da população trans à saúde são diversas e carecem de um olhar mais cuidadoso pelos formuladores de políticas públicas e pelos próprios pesquisadores no contexto brasileiro. Ao antecipar o preconceito, travestis e pessoas trans deixam de frequentar os serviços de saúde; quando frequentam, são maltratadas e rechaçadas.

Boa parte das pessoas trans recorre à prostituição como única forma de sobrevivência, pois não têm acesso à educação formal, redundando em portas fechadas no mercado de trabalho. De 2008 a 2013, foram reportados 539 assassinatos de travestis e pessoas trans no Brasil; esses números provavelmente são maiores, pois a subnotificação parece ser grande. No ambiente escolar, o bullying com viés de orientação sexual é uma experiência comum entre jovens gays, lésbicas e bissexuais; relatos de assédio, agressões físicas, perseguições, entre outras situações abusivas, são mais comuns do que gostaríamos de imaginar.

As situações anteriores são apenas ilustrações dos agravos a que a população LGBT, em todos os seus segmentos, está exposta. Uma vida de medo, abandono, vulnerabilidade e agressão pode gerar cicatrizes psicológicas profundas. As repercussões deletérias do preconceito e da discriminação não são conversa de defensores da “ideologia de gênero”, mas evidências baseadas numa série de estudos robustos e na vivência cotidiana e sistemática das pessoas vítimas desse processo de produção de morte.

É isso que, no fim, o estigma, o preconceito e a discriminação produzem: morte subjetiva, social e física.
Cabe refletir: qual o papel de cada um de nós na perpetuação da violência e na possibilidade de mudar esse cenário? Qual o papel do Estado, das comunidades, das famílias e das instituições diante dessas demandas? Defender a construção de vidas mais dignas, vidas mais “vivíveis”, é um imperativo ético.
Precisamos abandonar o paradigma da morte e da vulnerabilização, não em direção à tolerância, mas à aceitação, cuidado e respeito.
É um dever da sociedade lutar por outras trajetórias possíveis para quem não se encaixa no padrão; é um dever cruzar o limiar da indiferença em direção a posturas mais empáticas.

A diferença está colocada na humanidade enquanto um fenômeno complexo.

A vida é plural, diversa, múltipla, abundante, multifacetada. A diferença precisa ser reconhecida, afirmada, validada e reforçada. Aquilo que diverge do que somos não deve nos ameaçar ou anular, mas engrandecer, qualificar. É possível produzir potência na diferença.

Não somos todos iguais e não precisamos ser, porque a vida é mais leve e permeável quando é diferente.

Precisamos de políticas públicas que garantam os direitos básicos da população LGBT, que garantam o direito à diferença. A categoria de profissionais da psicologia precisa receber treinamento e formação em gênero e sexualidade; há evidências de que profissionais sem preparo podem não só não ajudar, como provocar danos a pessoas já bastante vulnerabilizadas. Para além disso, precisamos ter mais curiosidade e sensibilidade, buscando aguçar o olhar para as singularidades das experiências de gênero e sexualidade.
A psicologia vem construindo teorias e ferramentas que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida da população LGBT e construir uma sociedade com mais respeito e empatia.
É preciso promover processos de resiliência, de fortalecimento de vínculos, de construção de redes afetivas, de reforço do apoio familiar.
A população LGBT precisa ter condições de se reestruturar cognitiva, comportamental e emocionalmente, a ter outras visões de si, do mundo e do futuro. E todos nós precisamos nos implicar nisso: na aceitação radical da diferença e na solidificação de um futuro com menos discriminação e mais possibilidades. A vida pode ser mais valiosa.

Cada pessoa é preciosa e especial à sua maneira. Você, que se sente discriminado, vulnerável, sem perspectiva: você não está sozinho. Procure ajuda na sua rede de amigos; procure apoio profissional. É possível superar a desesperança; é possível reinventar sua história e construir uma existência cheia de valor.

A vida faz mais sentido quando pintada com diversas cores.

Para quem quiser as referências:

American Psychological Association. (2009). Report of the Task Force on Gender Identity and Gender Variance. Washington, DC: Author.
Bockting, W. O., Miner, M. H., Swinburne Romine, R. E., Hamilton, A., & Coleman, E. (2013). Stigma, mental health, and resilience in an online sample of the US transgender population. American Journal of Public Health, 103(5), 943-951.
Costa, A. B. (2015). Vulnerabilidade para HIV em mulheres trans brasileiras. (Tese de Doutorado em Psicologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
Dickey, L. M., Reisner, S. L., & Juntunen, C. L. (2015). Nonsuicidal self-injury in a large online sample of transgender adults. Professional Psychology: Research and Practice, 46, 3-11.
Herek, G.M., & Garnets, L.D. (2007). Sexual orientation and mental health. Annual Review of Clinical Psychology, 3, 353-375.
Lick, D. J., Durso, L. E., & Johnson, K. L. (2013). Minority stress and physical health among sexual minorities. “Perspectives on Psychological Science, 8”, 521-548.
Meyer, I. H. (2003). Prejudice, social stress, and mental health in lesbian, gay, and bisexual populations: Conceptual issues and research evidence. Psychological Bulletin, 129, 674-697.
Meyer, I.H. (1995). Minority stress and mental health in gay men. Journal of Health and Social Behavior, 36, 38-56.
Ryan, C., Huebner, D., Diaz, R. M., & Sanchez, J. (2009). Family Rejection as a Predictor of Negative Health Outcomes in White and Latino Lesbian, Gay, and Bisexual Young Adults. Pediatrics, 123(1), 346-352.
Transgender Europe. (2013). TDOR Press Release. 13 nov. 2013.Transgender Europe. (2013). TDOR Press Release. 13 nov. 2013.