Bruna Marquezine e o Setembro Amarelo

 

Nos últimos dias o stories da Bruna Marquezine gerou grande repercussão pela seguinte situação: Ela postou uma foto e vários seguidores comentaram que ela estava muito magra, questionando inclusive se não estava com Anorexia.

 

Outros seguidores também escreveram que se ela continuasse assim, logo logo o Neymar iria largá-la. Ainda escreveram que homem gosta de carne.

Em Veneza, ela estava chateadíssima, fez vários stories dizendo que estava bem de saúde e que estava feliz, que estava tudo bem. E pediu que as pessoas não comentassem sobre o corpo dela e que se as pessoas não tem comentários construtivos para fazer, que não façam. Que hoje ela está bem mas que já teve transtorno de imagem, justificando que alguém disse a ela que o quadril era muito largo e que estava bochechuda. E que a partir disso adoeceu, resolveu emagrecer, usou lacto purga (um tipo de laxante). A família viu que ela estava precisando de ajuda e levou ela para apoio psicológico.

Bruna disse que depois disso ficou tudo bem e que ela resolveu emagrecer para a Catarina, papel de sua última personagem. Os seguidores fizeram críticas ao storie, dizendo que ela é uma figura pública e que esperava o que? Que fosse aplaudida, que aí tudo bem. E ela ainda retrucou que não, que só estava pedindo empatia e que as pessoas parem de fazer comentários sobre o corpo, cabelo, roupa, o que quer que seja do outro. Não gosta? Não fala, não comenta.

Eis que estamos em setembro amarelo. Mês de Prevenção ao Suicídio. Dizer que alguém adoece por ter recebido um comentário em rede social não é verdadeiro. Sim, pode ser o gatilho. Mas se a pessoa tiver estrutura emocional para lidar com a situação, ela não vai adoecer.

Chester Bennington, ex-vocalista da banda Linkin Park tirou sua própria vida. Com um histórico difícil, ele tinha história de abuso sexual, divórcio dos pais, bullying na escola por ser magro demais, uso e abuso de álcool e drogas e histórico de depressão. Ele não tirou sua vida por todas essas questões. Ele tirou porque não teve saúde mental suficiente para lidar com tudo isso. E vai ficar muito difícil se a nossa saúde mental depender do fim do bullying ou do não comentário das outras pessoas quando emagrecemos ou engordamos. Não dá pra mudar o mundo, mas da pra mudar a visão que temos sobre o que nos acontece. E dá pra ter muita saúde mental fazendo terapia. Buscar ajuda é sinal de coragem, não de fraqueza! A sua saúde mental é o seu bem mais precioso. Invista em você. Se cuide com carinho. Com amor. Calma e paciência. As mudanças não acontecem de imediato, elas levam tempo. Ás vezes temos lapsos ou recaídas mas levantar é possível. E se cair de novo a gente sabe como levantar. E se não sabe aprende. E levanta quantas vezes forem necessárias! Por que como disse Paola Altheia “ A vida não é colorida. A vida é colorir”.

 

Transtorno de Compulsão Alimentar

Por Tamara Chazan

O Transtorno de Compulsão Alimentar é considerado um transtorno alimentar, que é um transtorno mental. É diferente de ter uma compulsão alimentar eventualmente diante de uma situação específica como por exemplo “levar um pé na bunda” ou ser demitida ou apenas por querer se gratificar após ter tido um dia ruim. Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, os episódios devem ocorrer ao menos uma vez por semana durante 3 meses para de fato se caracterizar como transtorno de compulsão alimentar. Confira o que dizem os critérios diagnósticos:

A. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado pelos seguintes aspectos:

1. Ingestão, em um período determinado de tempo (por exemplo, dentro de cada período de duas horas), de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período sob circustâncias semelhantes.

2. Sensação de falta de controle spbre a ingestão durante o episódio (por exemplo, sentimento de não conseguir parar de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo).

B. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes aspectos:

1. Comer mais rapidamente que o normal.
2. Comer até se sentir desconfortavelmente cheio.
3. Comer grandes quantidades de alimento na ausência da sensação física de fome.
4. Comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo.
5. Sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida.

C. Sofrimento marcante em virtude da compulsão alimentar.

D. Os episódio de compulsão alimentar ocorrem, em média, ao menos uma vez por semana durante 3 meses.

E. A compulsão alimentar não está associada ao uso recorrente de comportamento compensatório inapropriado como na bulimia nervosa e não ocorre exclusivamente durante o curso de bulimia nervosa ou anorexia nervosa.

OBS: Diagnóstico deve ser realizado por profissional de saúde mental, informações retiradas do DSM-V e não substituem uma consulta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Receita dia dos namorados ♥

Peixe branco grelhado, maionese de funcho e legumes assados com grão de bico

pela Chef Nati Tussi

Ingredientes:

400 g de file de peixe (prego, salmão, tilápia, pescada amarela)
Azeite
Sal e pimenta
Maionese de funcho:
1/4 de bulbo de funcho fresco picadinho
1 xic vinagre de arroz
2 cl sopa açúcar
1 cl café de sal
1 gema de ovo crua
1 gema de ovo cozida
1 xic azeite de sua preferência
1 pimenta dedo de moça sem sementes picadinha
Folhas de funcho fresco
Suco de 1/2 limão
Legumes assados:
8 unidades de batatinhas baby
6 rodelas de abóbora ou abobrinha
4 mini pimentões cortados ao meio
2 dentes de alho picados
1/2 xic de grão de bico cozido
Salsinha picada
Modo de fazer:
Maionese:
Misture o vinagre com açúcar e sal em um recipiente. Coloque o funcho picado e deixe por 1 hr.
Em um recipiente côncavo, coloque as gemas e bata com um fouet até que se misturem bem. Adicione o azeite em fio, aos poucos, sempre batendo, até atingir consistência cremosa. Coe o funcho do vinagre e adicione na maionese. Tempere com sal, suco de limão, pimenta dedo de moça  e folhas de funcho. Reserve na geladeira.
Legumes:
Coloque as batatas, abobrinhas, pimentões e grão de bico em uma forma, de forma espaçada. Regue com azeite, sal, pimenta moída. Asse por 30 min a 180 graus. Coloque o alho e a salsinha, mexa bem e deixe mais 10 min no forno. Os legumes devem estar levemente crocantes e dourados.
Peixe:
Seque o peixe com papel toalha. Tempere com sal e pimenta moída.
Aqueça uma frigideira antiaderente, coloque um fio de azeite e os filés de peixe. Deixe dourar e vire o peixe delicadamente o auxílio de uma espátula. Se a posta for grossa, pode ser finalizado em forno por mais 10 minutos. Se for fina, a frigideira basta.
Monte o prato colocando os legumes, o peixe, a maionese sobre o peixe e decore com fatias de rabanete e folhas de funcho.

Workshop de Mindfulness

Quais tópicos serão abordados no Workshop?
 
Origens históricas e perspectivas
Neurociência e Psicologia Moderna
Práticas formais – técnicas utilizadas nos principais protocolos internacionais de Mindfulness
Práticas em movimento
Práticas informais
Como levar o Mindfulness para o dia a dia
 
Para qual público se aplica o Workshop?
 
A todas pessoas interessadas em conhecer as principais práticas de Mindfulness e começar a trazer seus benefícios para sua vida. A Ciência demonstra que os principais benefícios são aumento do bem-estar e qualidade de vida, melhora da memória e da criatividade e redução de ansiedade, estresse, sintomas depressivos e dor crônica. 
 
Qual a diferença comportamental de uma pessoa que aplica o Mindfulness no seu estilo de vida para uma que não conhece o método?
 
Em termos de comportamentos privados (cognições), o praticante de Mindfulness desenvolve a habilidade de observar os próprios pensamentos e emoções a partir de uma perspectiva externa ou menos identificada, que chamamos de metacognição. Isto leva a diminuição de sofrimento e angústia psíquica e o aumento da flexibildade psicológica. Também, ao treinarmos a atençào para o momento presente, ficamos menos presos às ruminações e catastrofizações habituais que nossa mente produz. Tudo isso permite termos comportamentos menos reativos e impulsivos e mais conscientes e alinhados com nosso valores, além da melhora dos relacionamentos com outras pessoas e conosco mesmo. Praticantes de Mindfulness costumam relatar, além de aprimorarem o auto-conhecimento e a concentração, viverem com menos preocupações e com mais bem-estar, serenidade e gentileza consigo mesmos
 
Qual o benefício do Mindfulness na vida de uma pessoa com transtornos alimentares?
 
O Mindfulness aplicado a alimentação nos torna mais conscientes do que comemos e como e quando comemos. Passamos a observar com mais atenção nosso gatilhos emocionais e as pistas e sensações do nosso próprio corpo, frequentemente negligenciados quando vivemos no modo “piloto automático”.
 
Existem evidências científicas que demonstram o Mindfulness aplicado a alimentação pode levar a diminuição do comer hiperreativo e compulsivo, diminuição do “snacking”, perda de peso e diminuição do IMC, escolhas alimentares mais saudáveis e melhora de sintomas em pacientes diabéticos bem como portadores de anorexia e bulimia.