Meditação do Chocolate

Meditação do Chocolate

Escolha um chocolate – um tipo que você nunca provou antes ou que não tenha comido recentemente. Pode ser amargo, ao leite, importado ou barato: o importante é escolher um tipo que você não consumiria normalmente ou que não costuma comer.

° Abra a embalagem. Inale o aroma. Deixe que ele o domine.

° Quebre um pedaço e observe. Deixe que seus olhos examinem cada detalhe.

° Coloque um pedaço na boca. Mantenha-o sobre a língua e deixe-o derreter, observando se você tem vontade de sugá-lo. O chocolate possui mais de trezentos sabores diferentes. Veja se consegue sentir alguns.

° Caso perceba sua mente divagando, apenas observe para onde ela foi, depois a conduza suavemente de volta ao momento presente.

° Quando o chocolate derreter por completo, engula-o de forma lenta,atenta. Deixa que escorra garganta abaixo.

° Repita isso com o próximo pedaço.

Como você se sentiu? O chocolate pareceu mais gostoso do que se você o tivesse comido no ritmo apressado habitual?

 

Chips de Berinjela

 

Você é do tipo de pessoa que sabe que tem que comer legumes, saladas mas faltam ideias de como preparar? Ou adora uma receitinha nova? Essa receita é super prática e fica deliciosa. Pode ser tanto um lanche da tarde quanto acompanhamento no almoço ou no jantar. Confere aí e depois nos conta como ficou!

Ingredientes:

    • 1 berinjela;
    • Sal ou queijo ralado à gosto;
    • Azeite de oliva à gosto.

Preparo:

  • Lave a berinjela e corte em rodelas bem finas. Coloque em uma forma e tempere com sal ou quejo ralado e azeite de oliva. Coloque no forno por aproximadamente 30 minutos em fogo baixo. Tá pronto! É só aproveitar.

Alimentação emocional

Todo mundo sabe que as emoções têm um poderoso efeito na escolha dos alimentos e, simultaneamente, nos hábitos alimentares de cada um, com o intuito da procura do bem-estar emocional.

humor e as emoções podem influenciar a escolha dos alimentos, da mesma forma que o consumo de certos alimentos pode alterar o humor ou o estado emocional. A ingestão emocional traduz a perda de controle da ingestão por exposição a fatores de stress, implicando em desinibição alimentar nessa situação.

Diante de conflitos e mal-estar, as pessoas constituem a comida como uma forma de se acalmar ou resolver o problema, contrariamente a pessoa não propensa para a ingestão emocional, que tende a apresentar o seu apetite diminuído.

Portanto, pessoas que sofrem de perturbações relacionadas com o comportamento alimentar, poderão evidenciar um comportamento de consumo excessivo de comida quando ficam ansiosas, ou quando algo não ocorre da forma que esperavam, ou quando se sentem solitárias e depressivas. Frente à insegurança vivenciada no presente, lembram-se do objeto moderador, a comida. Podem assim apresentar uma carência afetiva confundida com a falta de comida.

De acordo com um determinado autor, as emoções intensas podem suprimir o apetite; por outro lado, o mesmo autor refere que as emoções podem perturbar o controle cognitivo, podendo ser reguladas pela ingestão (isto é, levar ao aumento do consumo de doces e alimentos muito energéticos).

O investigador refere ainda que as emoções podem provocar uma apetência por alimentos com os quais são congruentes (por exemplo, em situações de alegria as pessoas tendem a comer mais os alimentos ligados ao prazer, como chocolates ou outros doces).

Há várias teorias que explicam este mecanismo, no entanto o princípio é o mesmo. As pessoas comem para resolver ou compensar problemas dos quais, muitas vezes, não têm consciência (podem, por exemplo, apresentar dificuldades em obter prazer nas relações sociais, por se sentirem rejeitados ou discriminados) e, por outro lado, esses sentimentos contribuem para que pessoas com obesidade  vejam a comida como importante fonte de prazer.

Semelhante as substâncias psicoativas existem alimentos ditos hiperpalatáveis (ricos em açúcar ou sal e gordura). Foi demonstrado que o consumo desses alimentos e o abuso de substâncias químicas envolvem os mesmos sistemas de reforço e recompensa, não só comportamental como neurológico, mediante a interação com o sistema dopaminérgico. Outros autores referem que o ato de ingerir alimentos em grandes quantidades equivale a um ato autoagressivo, a uma autopunição, na medida em que, não conseguindo exprimir as emoções mais negativas, o indivíduo irá transpor a agressividade para si próprio.

Fonte: Rodrigues, M., Pimenta, F., Bernardino, A., Ferreira, P., & Leal, I. (2013). COMPORTAMENTO ALIMENTAR: INGESTÃO EMOCIONAL, INGESTÃO EXTERNA E RESTRIÇÃO ALIMENTAR. Sintomas Alimentares, Cultura, Corpo e Obesidade, 57.

Bruna Marquezine e o Setembro Amarelo

 

Nos últimos dias o stories da Bruna Marquezine gerou grande repercussão pela seguinte situação: Ela postou uma foto e vários seguidores comentaram que ela estava muito magra, questionando inclusive se não estava com Anorexia.

 

Outros seguidores também escreveram que se ela continuasse assim, logo logo o Neymar iria largá-la. Ainda escreveram que homem gosta de carne.

Em Veneza, ela estava chateadíssima, fez vários stories dizendo que estava bem de saúde e que estava feliz, que estava tudo bem. E pediu que as pessoas não comentassem sobre o corpo dela e que se as pessoas não tem comentários construtivos para fazer, que não façam. Que hoje ela está bem mas que já teve transtorno de imagem, justificando que alguém disse a ela que o quadril era muito largo e que estava bochechuda. E que a partir disso adoeceu, resolveu emagrecer, usou lacto purga (um tipo de laxante). A família viu que ela estava precisando de ajuda e levou ela para apoio psicológico.

Bruna disse que depois disso ficou tudo bem e que ela resolveu emagrecer para a Catarina, papel de sua última personagem. Os seguidores fizeram críticas ao storie, dizendo que ela é uma figura pública e que esperava o que? Que fosse aplaudida, que aí tudo bem. E ela ainda retrucou que não, que só estava pedindo empatia e que as pessoas parem de fazer comentários sobre o corpo, cabelo, roupa, o que quer que seja do outro. Não gosta? Não fala, não comenta.

Eis que estamos em setembro amarelo. Mês de Prevenção ao Suicídio. Dizer que alguém adoece por ter recebido um comentário em rede social não é verdadeiro. Sim, pode ser o gatilho. Mas se a pessoa tiver estrutura emocional para lidar com a situação, ela não vai adoecer.

Chester Bennington, ex-vocalista da banda Linkin Park tirou sua própria vida. Com um histórico difícil, ele tinha história de abuso sexual, divórcio dos pais, bullying na escola por ser magro demais, uso e abuso de álcool e drogas e histórico de depressão. Ele não tirou sua vida por todas essas questões. Ele tirou porque não teve saúde mental suficiente para lidar com tudo isso. E vai ficar muito difícil se a nossa saúde mental depender do fim do bullying ou do não comentário das outras pessoas quando emagrecemos ou engordamos. Não dá pra mudar o mundo, mas da pra mudar a visão que temos sobre o que nos acontece. E dá pra ter muita saúde mental fazendo terapia. Buscar ajuda é sinal de coragem, não de fraqueza! A sua saúde mental é o seu bem mais precioso. Invista em você. Se cuide com carinho. Com amor. Calma e paciência. As mudanças não acontecem de imediato, elas levam tempo. Ás vezes temos lapsos ou recaídas mas levantar é possível. E se cair de novo a gente sabe como levantar. E se não sabe aprende. E levanta quantas vezes forem necessárias! Por que como disse Paola Altheia “ A vida não é colorida. A vida é colorir”.

 

Transtorno de Compulsão Alimentar

Por Tamara Chazan

O Transtorno de Compulsão Alimentar é considerado um transtorno alimentar, que é um transtorno mental. É diferente de ter uma compulsão alimentar eventualmente diante de uma situação específica como por exemplo “levar um pé na bunda” ou ser demitida ou apenas por querer se gratificar após ter tido um dia ruim. Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, os episódios devem ocorrer ao menos uma vez por semana durante 3 meses para de fato se caracterizar como transtorno de compulsão alimentar. Confira o que dizem os critérios diagnósticos:

A. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado pelos seguintes aspectos:

1. Ingestão, em um período determinado de tempo (por exemplo, dentro de cada período de duas horas), de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período sob circustâncias semelhantes.

2. Sensação de falta de controle spbre a ingestão durante o episódio (por exemplo, sentimento de não conseguir parar de comer ou controlar o que e o quanto se está ingerindo).

B. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes aspectos:

1. Comer mais rapidamente que o normal.
2. Comer até se sentir desconfortavelmente cheio.
3. Comer grandes quantidades de alimento na ausência da sensação física de fome.
4. Comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo.
5. Sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida.

C. Sofrimento marcante em virtude da compulsão alimentar.

D. Os episódio de compulsão alimentar ocorrem, em média, ao menos uma vez por semana durante 3 meses.

E. A compulsão alimentar não está associada ao uso recorrente de comportamento compensatório inapropriado como na bulimia nervosa e não ocorre exclusivamente durante o curso de bulimia nervosa ou anorexia nervosa.

OBS: Diagnóstico deve ser realizado por profissional de saúde mental, informações retiradas do DSM-V e não substituem uma consulta.