Curso de Extensão

Curso de Extensão
Compulsão Alimentar e Comer Emocional: Avaliação e Manejo

O interesse por trabalhar de forma diferenciada vem crescendo bastante dentro da Nutrição. Quais técnicas usar, a decisão de prescrever ou não são dúvidas bem comuns para quem quer iniciar ou se identifica com a abordagem comportamental. Embora se escute com frequência que os Transtornos Alimentares mais comuns são a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa, na verdade a compulsão é o mais frequente, podendo ser considerado o transtorno secreto em função de toda a culpa e vergonha que se esconde por trás dele. O Comer Emocional pode estar associado a Compulsão. Inscreva-se e descubra como mapear esses dois assuntos que são de extrema importância no atendimento nutricional.

Conteúdo
– Introdução as condutas não prescritoras de dieta;
– Compulsão Alimentar X Comer Emocional;
– Ferramentas práticas para usar no consultório.

Público-alvo: Nutricionistas e estudantes de Nutrição.

Data: 26/10/2019
Horário: 14h até às 18h

Facilitadora: Tamara Chazan

Inscrição Enviar um e-mail com Nome Completo e Comprovante de pagamento para eventos@alimentas.com.br

Local: Alimentas

Turma pequena, vagas limitadas. Será fornecido certificado.

Investimento: R$ 80,00
Ex-aluna Alimentas R$ 60,00
Desconto para grupos (5 pessoas) R$ 300,00

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Ex-aluna Alimentas
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Grupo
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Setembro Amarelo

 

Por Ramiro Catelan, Psicólogo

Na esteira do Setembro Amarelo, campanha que busca a prevenção do suicídio e valorização da vida, gostaria de fazer algumas considerações sobre a saúde mental da população LGBT.
A ciência psicológica vem produzindo uma vasta literatura sobre os efeitos do estresse crônico a que pessoas LGBT são submetidas diariamente por terem a ousadia de serem quem são em um contexto social invalidante e hostil.
Essas pessoas estão sujeitas a escores alarmantes de preconceito, com consequências fisiológicas diretas e desfechos psicológicos negativos.
Há uma relação cruel entre experiências de discriminação, expectativas de rejeição e homofobia/transfobia internalizadas. Os impactos não são apenas simbólicos, subjetivos. São materiais. São concretos.

As pessoas sentem na pele a ferida do estigma, do ódio, da incompreensão, da apatia.

Há pesquisas que apontam que a expectativa de vida de pessoas LGBT é reduzida em ambientes explicitamente contrários à diversidade sexual e de gênero, colocando essa população em risco para mortes por suicídio, homicídio e doenças cardiovasculares.
Existem achados que apontam que jovens LGBT que experienciam preconceito e rejeição no ambiente familiar estão oito vezes mais propensos a tentativas de suicídio.

Mulheres lésbicas estão sujeitas à objetificação e auto-monitoramento persistentes, podendo ocasionar risco para transtornos alimentares.
Ainda, os níveis de depressão, ansiedade, abuso de substâncias, tentativas de suicídio e suicídios consumados entre pessoas não-heterossexuais e não-cisgênero mostram-se simplesmente assustadores, e têm sido apontados por várias investigações.
As barreiras de acesso da população trans à saúde são diversas e carecem de um olhar mais cuidadoso pelos formuladores de políticas públicas e pelos próprios pesquisadores no contexto brasileiro. Ao antecipar o preconceito, travestis e pessoas trans deixam de frequentar os serviços de saúde; quando frequentam, são maltratadas e rechaçadas.

Boa parte das pessoas trans recorre à prostituição como única forma de sobrevivência, pois não têm acesso à educação formal, redundando em portas fechadas no mercado de trabalho. De 2008 a 2013, foram reportados 539 assassinatos de travestis e pessoas trans no Brasil; esses números provavelmente são maiores, pois a subnotificação parece ser grande. No ambiente escolar, o bullying com viés de orientação sexual é uma experiência comum entre jovens gays, lésbicas e bissexuais; relatos de assédio, agressões físicas, perseguições, entre outras situações abusivas, são mais comuns do que gostaríamos de imaginar.

As situações anteriores são apenas ilustrações dos agravos a que a população LGBT, em todos os seus segmentos, está exposta. Uma vida de medo, abandono, vulnerabilidade e agressão pode gerar cicatrizes psicológicas profundas. As repercussões deletérias do preconceito e da discriminação não são conversa de defensores da “ideologia de gênero”, mas evidências baseadas numa série de estudos robustos e na vivência cotidiana e sistemática das pessoas vítimas desse processo de produção de morte.

É isso que, no fim, o estigma, o preconceito e a discriminação produzem: morte subjetiva, social e física.
Cabe refletir: qual o papel de cada um de nós na perpetuação da violência e na possibilidade de mudar esse cenário? Qual o papel do Estado, das comunidades, das famílias e das instituições diante dessas demandas? Defender a construção de vidas mais dignas, vidas mais “vivíveis”, é um imperativo ético.
Precisamos abandonar o paradigma da morte e da vulnerabilização, não em direção à tolerância, mas à aceitação, cuidado e respeito.
É um dever da sociedade lutar por outras trajetórias possíveis para quem não se encaixa no padrão; é um dever cruzar o limiar da indiferença em direção a posturas mais empáticas.

A diferença está colocada na humanidade enquanto um fenômeno complexo.

A vida é plural, diversa, múltipla, abundante, multifacetada. A diferença precisa ser reconhecida, afirmada, validada e reforçada. Aquilo que diverge do que somos não deve nos ameaçar ou anular, mas engrandecer, qualificar. É possível produzir potência na diferença.

Não somos todos iguais e não precisamos ser, porque a vida é mais leve e permeável quando é diferente.

Precisamos de políticas públicas que garantam os direitos básicos da população LGBT, que garantam o direito à diferença. A categoria de profissionais da psicologia precisa receber treinamento e formação em gênero e sexualidade; há evidências de que profissionais sem preparo podem não só não ajudar, como provocar danos a pessoas já bastante vulnerabilizadas. Para além disso, precisamos ter mais curiosidade e sensibilidade, buscando aguçar o olhar para as singularidades das experiências de gênero e sexualidade.
A psicologia vem construindo teorias e ferramentas que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida da população LGBT e construir uma sociedade com mais respeito e empatia.
É preciso promover processos de resiliência, de fortalecimento de vínculos, de construção de redes afetivas, de reforço do apoio familiar.
A população LGBT precisa ter condições de se reestruturar cognitiva, comportamental e emocionalmente, a ter outras visões de si, do mundo e do futuro. E todos nós precisamos nos implicar nisso: na aceitação radical da diferença e na solidificação de um futuro com menos discriminação e mais possibilidades. A vida pode ser mais valiosa.

Cada pessoa é preciosa e especial à sua maneira. Você, que se sente discriminado, vulnerável, sem perspectiva: você não está sozinho. Procure ajuda na sua rede de amigos; procure apoio profissional. É possível superar a desesperança; é possível reinventar sua história e construir uma existência cheia de valor.

A vida faz mais sentido quando pintada com diversas cores.

Para quem quiser as referências:

American Psychological Association. (2009). Report of the Task Force on Gender Identity and Gender Variance. Washington, DC: Author.
Bockting, W. O., Miner, M. H., Swinburne Romine, R. E., Hamilton, A., & Coleman, E. (2013). Stigma, mental health, and resilience in an online sample of the US transgender population. American Journal of Public Health, 103(5), 943-951.
Costa, A. B. (2015). Vulnerabilidade para HIV em mulheres trans brasileiras. (Tese de Doutorado em Psicologia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
Dickey, L. M., Reisner, S. L., & Juntunen, C. L. (2015). Nonsuicidal self-injury in a large online sample of transgender adults. Professional Psychology: Research and Practice, 46, 3-11.
Herek, G.M., & Garnets, L.D. (2007). Sexual orientation and mental health. Annual Review of Clinical Psychology, 3, 353-375.
Lick, D. J., Durso, L. E., & Johnson, K. L. (2013). Minority stress and physical health among sexual minorities. “Perspectives on Psychological Science, 8”, 521-548.
Meyer, I. H. (2003). Prejudice, social stress, and mental health in lesbian, gay, and bisexual populations: Conceptual issues and research evidence. Psychological Bulletin, 129, 674-697.
Meyer, I.H. (1995). Minority stress and mental health in gay men. Journal of Health and Social Behavior, 36, 38-56.
Ryan, C., Huebner, D., Diaz, R. M., & Sanchez, J. (2009). Family Rejection as a Predictor of Negative Health Outcomes in White and Latino Lesbian, Gay, and Bisexual Young Adults. Pediatrics, 123(1), 346-352.
Transgender Europe. (2013). TDOR Press Release. 13 nov. 2013.Transgender Europe. (2013). TDOR Press Release. 13 nov. 2013.

Locação de Sala

A Alimentas conta com espaço para locação onde podem ser feitos cursos, reuniões, atendimentos e eventos. O prédio conta com Portaria 24h, Estacionamento e Cafeteria. A sala conta com projetor, notebook, frigobar, cafeteira e chaleira elétrica para chá.
Além do espaço acolhedor, ainda conta com uma linda vista. 

Capacidade: 16 pessoas sentadas.
Entre em contato e solicite seu orçamento: eventos@alimentas.com.br ou (51) 99228.5025

Alimentas em formato de curso

Alimentas em formato de atendimento. As locações para atendimento podem ser feitas por turno ou por hora.

Meditação do Chocolate

Meditação do Chocolate

Escolha um chocolate – um tipo que você nunca provou antes ou que não tenha comido recentemente. Pode ser amargo, ao leite, importado ou barato: o importante é escolher um tipo que você não consumiria normalmente ou que não costuma comer.

° Abra a embalagem. Inale o aroma. Deixe que ele o domine.

° Quebre um pedaço e observe. Deixe que seus olhos examinem cada detalhe.

° Coloque um pedaço na boca. Mantenha-o sobre a língua e deixe-o derreter, observando se você tem vontade de sugá-lo. O chocolate possui mais de trezentos sabores diferentes. Veja se consegue sentir alguns.

° Caso perceba sua mente divagando, apenas observe para onde ela foi, depois a conduza suavemente de volta ao momento presente.

° Quando o chocolate derreter por completo, engula-o de forma lenta,atenta. Deixa que escorra garganta abaixo.

° Repita isso com o próximo pedaço.

Como você se sentiu? O chocolate pareceu mais gostoso do que se você o tivesse comido no ritmo apressado habitual?

 

GRUPO DE ESTUDOS

 

Objetivo: Capacitar profissionais e estudantes da saúde que tenham interesse em se aprimorar na área do comportamento alimentar.

Conteúdo programático: Mindfulness, Mindful Eating, Comer Intuitivo, Health at every size, Transtornos Alimentares, Obesidade, Comer Transtornado, dimensões do comportamento alimentar, Terapia Cognitivo-Comportamental na Nutrição, Habilidades de comunicação, Entrevista Motivacional, Ferramentas práticas e Discussão de casos.
Horário: 19h30 até 21h
Público-alvo: Profissionais  e estudantes da área da saúde.

Datas:
NOVEMBRO: 12 e 26
DEZEMBRO: 10

Coordenação: Tamara Chazan

Local: Alimentas Ideias Nutritivas
Investimento: R$ 120,00
Inscrição: Enviar nome completo e comprovante de pagamento para alimentas@alimentas.com.br identificando GRUPO DE ESTUDOS no campo “Assunto”.

Forma de pagamento: Boleto ou cartão de crédito (via Pagseguro)
Turmas pequenas, vagas limitadas.

PAGAMENTO NOVEMBRO E DEZEMBRO
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