O MITO DA BELEZA

PALESTRA E DISCUSSÃO SOBRE O LIVRO: O MITO DA BELEZA Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres

“As mulheres ficam “feias” quando têm estrias. Os homens têm estrias, nos quadris, das quais muitas vezes nem têm conhecimento. Os seios das mulheres precisam ser de uma simetria perfeita; os órgãos genitais masculinos sem dúvida não são. Existe toda uma literatura de rejeição ancestral aos gostos e aparências do corpo feminino. Os homens podem ter um gosto desagradável e uma aparência simplesmente apavorante. As mulheres gostam deles de qualquer jeito.”
” Atualmente pede-se à mulher que se sinta um monstro mesmo que ela seja saudável e tenha um funcionamento físico perfeito”
“A coxa de um homem é feita para andar, mas a de uma mulher é para caminhar e ter uma “bela” aparência”
 
“A gentileza que as pessoas costumam dispensar aos corpos masculinos não se aplica aos femininos. As mulheres têm pouca privacidade física. Cada mudança ou flutuação no peso é publicamente observada, julgada e debatida”
 
“A retórica “de apoio” da indústria da dieta encobre o óbvio: a última coisa que essa indústria almeja é que as mulheres emagreçam de uma vez por todas. Noventa e oito por cento das pessoas que fazem regimes recuperam o peso. “A indústria dos alimentos dietéticos é a alegria do empresário”, “porque o mercado se cria sozinho e tem uma tendência intrínseca à expansão. Partindo-se da pressuposição do fracasso… o interesse em estratégias, técnicas e produtos dietéticos parece não ter limites.” O mesmo vale para a indústria dedicada a combater o envelhecimento, que seria destruída se existisse um produto realmente eficaz (ou se existisse um amor-próprio feminino universal)”

“A dieta pode na verdade causar tanto os distúrbios da alimentação quanto a própria obesidade.” 

O MITO DA BELEZA, Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres
Naomi Wolf

CONTEÚDO
O trabalho: como tudo começou
A fome e o poder da magreza
O sexo e o constrangimento com o corpo
A cultura e… o que fazer?
O que significa ser feminista em tempos atuais

PÚBLICO-ALVO: Mulheres que queiram saber mais e discutir sobre a história do padrão de beleza e o impacto nos dias atuais.
Será fornecido certificado.

FACILITADORA
Tamara Goldstein Chazan
Nutricionista pelo Centro Universitário Metodista IPA. Pós-graduada em Psicologia em Nutrição: Intervenções no Comportamento Alimentar pelo IPGS. Mestranda em Psicologia pela PUCRS. Membro do Departamento de Transtornos Alimentares e Obesidade do Contemporâneo Instituto de Psicanálise e Transdisiciplinaridade. Professora no IERGS. Diretora da Alimentas Ideias Nutritivas onde realiza atendimentos e organiza cursos na área do Comportamento Alimentar. Palestrante convidada em Universidades, academias, Eventos Científicos e empresas em geral com os temas Comportamento Alimentar, Mindful Eating e Comer Intuitivo.

CONVIDADAS
Marcelle Toaldo
Empreendedora no segmento Plus Size. Estudante de Relações Públicas da Unirriter.
Camila Fridman
Engajada com a causa do Feminismo. Estudante de Fonoaudiologia da UFRGS.

Monotonia alimentar e descontrole: qual a relação?

Descontrole alimentar se caracteriza pelo consumo exagerado de alimentos, com ou sem a presença de fome. Já a monotonia alimentar é quando a pessoa costuma com frequência, consumir os mesmos alimentos, limitando sua variedade ou quantidade. Embora possa ser discutido, a monotonia alimentar tem sido associada ao descontrole alimentar, gerando possivelmente um aumento da gordura do corpo.

Como já colocado nas redes sociais da Alimentas anteriormente, alimentação saudável não é consumir só frutas e verduras, é também comer carboidratos e doces. O descontrole alimentar pode acontecer justamente quando existe um comportamento restritivo, fazendo privação de alimentos mais calóricos como bem ilustra a imagem na parte da direita. Um dos princípios do comer intuitivo é rejeitar a mentalidade de dieta, já que as dietas são regras externas que não possibilitam entrar em contato com sinais de fome e saciedade, muitas vezes causando a recuperação parcial ou total do peso que foi perdido. Quando se trabalha com o comportamento alimentar, o peso ideal quem diz é o próprio paciente, no momento em que ele consegue estabelecer uma relação tranquila na hora de comer.  Uma ideia boa é compartilhar o momento da refeição, tornando a situação agradável e diminuindo o risco de consumir alimentos de forma exagerada.

Segunda-feira teve vídeo no stories, perguntando se o pessoal já sabia onde ia passar a Páscoa e se a quantidade de chocolate que iam ganhar ia ser um problema. Teve quem respondeu que sim, teve quem respondeu que não. E você que tá lendo, já pensou sobre isso?