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O Transtorno Alimentar Sobre O Qual Ninguém Fala

Tanto a Associação Psicológica Americana quanto a Canadense definem o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica como: “episódios recorrentes de ingestão de mais alimentos em um período de tempo curto, menor que – sob circunstâncias similares – a maioria das pessoas faria, com episódios marcados por sentimentos de perda de controle”. Esse é um transtorno alimentar muito comum e mesmo assim ninguém está falando a respeito dele. Não muitos, na verdade. Além disso, o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica é diferente de comer demais, pois envolve gatilhos psicológicos como a tristeza, enquanto comer demais envolve gatilhos fisiológicos, como a própria fome.

Há muitas pessoas que travam uma batalha silenciosa contra o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica. Artigos e recursos sobre como combater a anorexia e a bulimia estão disponíveis para qualquer um que tenha acesso a internet, enquanto o material sobre o Transtorno da Compulsão Alimentar periódica é escasso. E um dos efeitos dessa falta de discussão e conhecimento pode estar prejudicando as pessoas que sofrem com esse transtorno.

 

 

É necessário que aqueles que estão sofrendo com este transtorno sejam capazes de encontrar material que os ajudem a encarar a sua situação com melhores olhos, entendendo o que está causando ela. Então, aqui vão algumas dicas que a comunidade de pessoas que sofrem com esse transtorno passam para aqueles que estão tentando combatê-lo:

1 – Definir um objetivo (em seu diário pessoal e em grupos de apoio) de cuidar da sua saúde mental e física todos os dias.

2 – Ter um transtorno alimentar influencia toda a vida de uma pessoa, e, por isso, é importante ajudar outros que estão passando pela mesma situação que você.

3 – Perseverança. Saiba que você está tentando mudar os seus hábitos e que isso requer muita força de vontade e, o mais importante, por um bom tempo. Deslizes podem ocorrer e são comuns, mas você deve se lembrar que não está em uma corrida de 100 metros, mas sim em uma longa maratona. Por isso, assim que ocorrer um deslize e você sair da pista, lembre-se que está tentando mudar a sua vida para melhor, e esse deve ser o seu motivo para voltar para a maratona.

Fonte: https://themighty.com/2017/04/advice-binge-eating-disorder-bed/

 

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Os restaurantes devem informar a quantidade calórica dos seus pratos?

Um estudo publicado na International Journal of Eating Disorders pelas Doutoras Ann Haynos e Christina Roberto avaliaram os resultados dos restaurantes colocarem nos seus cardápios os valores calóricos dos seus pratos. Poucos estudos examinaram o potencial negativo dessa ação em indivíduos que possuem ou estão propensos a ter transtornos alimentares. A ideia dos restaurantes é reduzir a incidência da obesidade nos Estados Unidos ao colocarem a quantidade calórica de seus pratos, mas será que eles estão totalmente errados e não sabem?

O estudo foi conduzido em uma universidade de tamanho médio nos Estados Unidos e os participantes completaram o estudo por meio de questionários online. Mulheres acima de 18 anos foram escolhidas para participar. No total, o estudo teve 718 mulheres participantes entre 18 e 71 anos de idade.

Os resultados indicaram que indivíduos diagnosticados com anorexia nervosa restringem ainda mais as suas calorias quando apresentados com o valor calórico de suas refeições. Por outro lado, aqueles que foram diagnosticados com transtorno da compulsão alimentar periódica consomem mais calorias quando apresentados com o valor calórico de suas refeições, em contraste com aqueles diagnosticados com o mesmo transtorno, mas que não tiveram os valores calóricos apresentados. Ainda, aqueles diagnosticados com anorexia nervosa, ou bulimia nervosa, estão mais sujeitos a escolher comidas baseados no seu conteúdo calórico ou nutricional, e não por causa do gosto em si.

Esse estudo sugere que ao incluir o valor calórico dos pratos nos cardápios dos restaurantes eles acabam tendo resultados inesperados. Isso porque aquelas pessoas diagnosticadas seja com anorexia nervosa seja com bulimia nervosa tem maior probabilidade de comer menos simplesmente por saberem o valor calórico daquilo que vão comer. Em contrapartida, aquelas com transtorno da compulsão alimentar periódica, que – conforme o a ideia inicial dos donos dos restaurantes – deveriam comer menos ao saber as quantidades que estão ingerindo – comem ainda mais. Fica evidente o efeito everso inesperado que a informação das quantidades calóricas dos pratos no cardápio tem sobre indivíduos com transtornos alimentares.

Fonte: https://uncexchanges.org/2017/04/24/effects-of-calorie-labeling-on-restaurant-menus-in-individuals-with-eating-disorders/

 

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Emma Thompson diz que a pressão em relação ao peso nos filmes é ruim e está piorando

A atriz Emma Thompson disse que a pressão para que o corpo das atrizes e dos atores estarem dentro dos padrões que a indústria dos filmes quer está pior do que nunca.

Ela disse que o está acontecendo deixou de ser normal há muito tempo e, da maneira como a pressão está acontecendo, atualmente chega a ser maldoso. Ainda, ela adverte que muitas crianças, meninos e meninas, e atrizes que são muito, muito magros, simplesmente não comem.

Emma brincou que no dia 24 de Março ela não conseguiu entrar em Los Angeles, porque estava acima do limite de peso. Aos 21 anos, a atriz escreveu uma comédia para tratar da maneira como percebemos o nosso corpo e brincou que a melhor dieta que podemos ter é o canibalismo pessoal, em que comemos a nós mesmo para atingir o peso ideal. Depois da brincadeira, ela disse que esse é um problema sério.

Não é novidade que a influência da mídia nas nossas vidas passa um padrão de beleza muitas vezes inalcançável para algumas pessoas, por causa da sua dieta e da sua genética.  Muitos fatores estão envolvidos na formação de um distúrbio alimentar ou de um distúrbio em relação ao seu próprio peso. Esses fatores incluem, mas não estão limitados a comentários sobre a aparência da pessoa pelos seus pais, ou amigos, distúrbios psiquiátricos, baixo auto-estima, tendência de comparação social e alguns outros.

No entanto, fatores culturais, em particular a influência da mídia e das redes sociais, estão recebendo a maior atenção possível, visto que são os maiores contribuintes para o desenvolvimento tanto de distúrbios alimentares, quando na relação das pessoas com os seus corpos.

Então, como vemos no caso da atriz Emma Thompson, percebemos que a mídia influencia não somente aqueles que estão assistindo ao seu conteúdo, mas também aqueles que estão participando da sua criação. Isso não é novidade alguma, pois sabemos da quantidade de celebridades que possuem algum tipo de transtorno relacionado ao seu peso. Isso serve apenas para lembrar-mos que o corpo ideal deve ser um corpo saudável.

Fonte: http://www.huffpostbrasil.com/entry/emma-thompson-says-weight-pressure-in-film-is-evil-and-getting-worse_us_58db90fee4b01ca7b4286421

 

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Sentir se insatisfeito com a sua aparência não é novidade. Mas, conforme a população está se atingindo médias de peso maiores, está sendo ainda mais normal ter uma imagem negativa em relação ao seu corpo.

A maior das pessoas está insatisfeita com a maneira com o seu corpo atual. Apenas 28% dos homens e 26% das mulheres dizem que estão extremamente satisfeitos com a sua aparência, de acordo com um estudo americano publicado sobre esse assunto. Tiffany Stewart, pesquisadora americana da Pennington Biomedical Research Center, diz que melhorar a relação que temos com o nosso corpo pode também melhorar a nossa qualidade de vida.

Tiffany é especialista no assunto e trabalha com atletas universitários americados, soldados americanos e pacientes que passaram por cirurgias para perder peso. Ela diz que. conforme a nossa cultura, devemos ser magros – mas não muito magros – e fortes – mas não musculosos demais. Mas muitas pessoas não tem a capacidade de atingir o corpo que é passado a nós pela nossa cultura e pela mídia como ideal.

Existem muitas coisas que influenciam como os nossos corpos são: genética, musculação, nutrição e outros. Todos poderíamos fazer o mesmo treinamento e ter a mesma nutrição, mas nenhum de nós teria o mesmo corpo.

A indústria Fitness tornou-se multibilionária explorando o desejo dos americanos em mudar os seus corpos. Academia, revistas e suplementos foram todos moldados para ajudar as pessoas a parecerem mais saudáveis e jovens.

O modelo como o qual a indústria anuncia os seus produtos: tentando fazer a pessoas sentir-se mal com o seu corpo até tomar a ação de comprar um certo produto está errado. Tiffany afirma que sentir-se mal com o seu próprio corpo não motiva as pessoas a tornarem-se mais saudáveis, na verdade, isso apenas faz as pessoas sentirem-se piores.

O que devemos fazer como sociedade é convencer a próxima geração que o corpo ideal é um corpo saudável. Afinal de contas, quando você está sentindo-se bem consigo mesmo, você é uma pessoa mais feliz.

Fonte: http://www.theadvocate.com/baton_rouge/entertainment_life/health_fitness/article_d656d020-14f3-11e7-a4e9-6f3abf44ba4d.html

 

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Esutdo relaciona Doença Celíaca e Anorexia

Um novo estudo feito por pesquisadores suecos descobriram que mulheres que têm a Doença Celíaca podem estar mais propensas à Anorexia. Os pesquisadores suecos descobriram que o risco de ter Anorexia é mais acentuado nas mulheres com Doença Celíaca tanto antes, quanto depois do diagnóstico. A Doença Celíaca é um problema digestivo onde a pessoa não consegue comer glúten, que está presente no trigo, cevada e centeio.

As razões para essa ligação entre a Doença Celíaca e a Anorexia não está completamente explicada no estudo. Além disso, para esclarecer o estudo, a relação entre as duas não é de causa e consequência, ou seja, não foi provado que a Doença Celíaca causa a Anorexia. Contudo, muitos médicos americanos disseram que não ficaram surpresos com essa descoberta.

A Doutora Hilary Jericho disse que muitos médicos estão cientes da possibilidade de pessoas que possuem a Doença Célica desenvolverem algum transtorno alimentar. Ela explicou que, em função da exclusão do glúten da sua alimentação, alguns pacientes acabam levando a sua dieta e a sua restrição alimentar muito além do necessário. Por exemplo, eles acreditam que, caso comam a comida errada, os seus sintomas virão muito fortes, por isso eles são muito rígidos quanto a sua dieta.

Mesmo que a Doença Celíaca não seja um transtorno alimentar, ela possui alguns sintomas em comum com a Anorexia. Ambas podem causar perda de peso, fadiga, inchaço abdominal e, em crianças, puberdade tardia e baixo crescimento. Além disso, o diagnóstico da Anorexia não é sempre fácil e deve envolver a presença de um psicólogo e outro profissional da saúde capaz de diagnosticar fisicamente o paciente.

Esse estudo teve como amostra 18 mil mulheres suecas que foram diagnosticadas com a Doença Célica por meio de uma biópsia do seu intestino. Então, eles compararam essa mulheres com outras 18 mil que não foram diagnosticadas com a doença. Foi constatado que o grupo de mulheres diagnosticado com a doença era duas vezes mais propenso a ter Anorexia do que o outro grupo. Esses dados foram retirados de mulheres depois de diagnosticadas com a doença. Agora, a relação foi mais forte entre mulheres diagnosticadas com Doença Célica antes dos 19 anos de idade.

O estudo conclui que caso o paciente tenha Doença Célica e perceba que a sua dieta não está saudável, ele deve conversar com o seu médico.

Fonte:   http://www.webmd.com/digestive-disorders/celiac-disease/news/20170404/study-links-celiac-disease-anorexia#2

 

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