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O colégio influencia no desenvolvimento de transtornos alimentares?

Infelizmente, transtornos alimentares ainda são muito comuns em adolescentes, principalmente em meninas e um estudo revelou que o colégio onde a menina estuda pode ter um grande impacto em desenvolver ou não um transtorno alimentar.

Um estudo dos pesquisadores de Karolinska Institute em Estocolmo, da Universidade de Oxford e de outras instituições de ensino da Inglaterra verificou dados coletados na Suécia para determinar o quão comum transtornos alimentares são em meninas com diferentes situações acadêmicas. Eles descobriram que 5.7% das meninas tiveram algum tipo de transtorno alimentas, tais como anorexia nervosa, bulimia nervosa ou transtorno da compulsão alimentar periódica.

No entanto, os pesquisadores observaram que as meninas de algumas escolas eram mais propensas a desenvolver transtornos alimentares se comparadas a meninas de outras instituições. Mesmo depois de controlar fatores que poderiam influenciar esses dados, tais como peso ao nascer e o número de irmãos, os pesquisadores descobriram que as adolescentes que frequentavam escolas onde o número de meninas era superior ao número de meninos e nas quais havia uma grande quantidade de pais com terceiro grau completo estavam desenvolvendo mais transtornos alimentares.

É importante ressaltar que, em função desses dados virem exclusivamente da Suécia, não é certo que os mesmos resultados são visíveis em outros países. Afinal, transtornos alimentares podem depender de outros fatores culturais de região a região. Mesmo assim, os pesquisadores acreditam que há alguns resultados importantes desse estudo, mesmo que seja apenas para demonstrar que é necessário estudar mais essa área.

Infelizmente esse estudo não é capaz de nos informar qual fator influencia ao certo uma escola possuir mais alunas com transtornos alimentares quando comparada a outro colégio. Pode ser um efeito não intencional na cultura de algumas escolas que está fazendo com que o aparecimento de transtornos alimentares seja mais maior do que a média. Ou, até mesmo, algumas escolas podem ser mais competentes que outras para identificar quando os seus alunos estão com problemas e fazer com que eles passem pelo tratamento recomendado.

O estudo ressalta que o colégio no qual você estuda pode ter relação com o desenvolvimento de transtornos alimentares. Pode haver uma relação entre o número de meninos e meninas no colégio, assim como a escolaridade dos pais. Não é certo generalizar isso, pois o estudo contou apenas com estudantes da Suécia. Contudo, entender o por quê disso é crucial para conseguirmos fazer com que menos garotas desenvolvam transtornos alimentares no futuro.

Fonte: https://www.bustle.com/articles/156417-eating-disorders-are-more-common-in-schools-where-girls-outnumber-boys-says-study-and-it-raises

 

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A motivação para superar a anorexia nervosa entre os adolescentes

Entender a motivação que leva à superação de um transtorno mental é uma parte chave para conhecer e tratar melhor qualquer Transtorno Alimentar. Portanto, conseguir instrumentos para ajudar a construir conhecimento sobre o que faz uma pessoa mudar é fundamental. Pensando nisso, pesquisadores utilizaram a Anorexia Nervosa Stages Change Questionnaire (ANSOCQ) relacionando as respostas obtidas com esse questionário com a auto-estima dos pacientes.

Basicamente, foram analisadas as respostas do questionário de 92 pacientes adolescentes que sofrem com Anorexia Nervosa. Foram medidos os sintomas da Anorexia Nervosa, a motivação dos pacientes para superar o transtorno e a sua auto-estima ao começar o tratamento. Nove meses mais tarde, os pacientes tiver o seu Índice de Massa Corporal.

Recentemente, o conceito da motivação para atingir a superação de um Transtorno Alimentar começou a ser mais estudado. Não é nenhuma novidade, do ponto de vista clínico, que pacientes com Anorexia Nervosa (em particular) possuem sentimentos conflitantes em relação a contornar o seu Transtorno Alimentar, visto que é difícil compreender a situação em que seus corpo estão, o que faz os sintomas ficarem mais aparentes e até mesmo a negação de que eles possuem Anorexia Nervosa.

Sugestões como tratamentos terapêuticos foram identificados como fatores que ajudam o paciente a manter a sua motivação de dedicar-se ao seu tratamento. Algumas pesquisas recentes mostraram que o impacto de intervenções de caráter motivacional nos pacientes com Transtornos Alimentar possuem resultados positivos principalmente para aqueles que sofrem com Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica.

Os resultados da pesquisa mostraram que o IMC dos pacientes teve um aumento significativo, os pacientes ficaram muito satisfeitos com o seu tratamento (78,2%). Tempos depois da pesquisa, os pesquisadores se reencontraram com os pacientes e descobriram que 65,9% deles venceram a Anorexia Nervosa. Ou seja, ao passar por um Transtorno Alimentar, a motivação para conseguir superá-la é essencial. Por mais que tentemos, muitas vezes a nossa motivação própria é diminuída frente ao desafio que é mudar de vida. Por causa, disso – como foi comprovado pelo estudo – é muito beneficial que qualquer paciente tenha ajuda profissional com caráter motivacional.

Fonte: https://jeatdisord.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40337-016-0125-z

 

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Transtornos Alimentares também afetam Atletas Olímpicos

Nancy Kerrigan – patinadora artística medalhista de bronze nas olimpíadas de 1992, campeã nacional americana em 1993, medalhista de prata em 1994 – está fazendo um documentário sobre transtornos alimentares no esporte e ela possui uma história pessoal a ser contada sobre o assunto.

“Muitas vezes as pessoas enxergam o transtorno alimentar como algo que elas consigam controlar, mas, honestamente, o transtorno alimentar controla você.” Kerrigan disse em uma entrevista gravada para a revista People. “Eu quero dizer que já aconteceu comigo, com um certo grau de intesidade. Eu estava sendo seguida por carros, pela mídia e tudo mais. Não percebi o que eu estava fazendo. Quero dizer, eu perdi muito peso.”

Kerrigan foi atacada com um cacetete policial na sua perna pela ex-marido da sua rival americana Tonya Harding. Anos depois, Nancy se aposentou do esporte, começou a sua família que hoje possui três crianças. Além disso, ela é produtora executiva do documentário: “Why Don’t You Lose 5 Pounds?” sobre transtornos alimentares em atletas.

Kerrigan afirmou que ela não comia muito no período entre o ataque que sofreu e as Olimpíadas de Inverno de 1994 em Lilehammer. “Eu estava muito ocupada e por isso não percebi que não estava me alimentando por algum tempo, então o meu peso começou a diminuir, porque eu não conseguia patinar, porque eu não conseguia caminhar.” ela disse em uma entrevista a uma emissora de rádio americana ano passado. ”

Kerrigan disse que aqueles ao seu redor, incluindo a sua mãe, disseram a ela que ela estava magra demais e necessitava comer mais. Ela recebeu maior apoio do seu treinador na época e futuro marido, Jerry Solomon. Solomon fazia as refeições com Kerrigan nas Olimpíadas e sempre a encorajava a comer mais, de acordo com a revista People.

Kerrigan disse que ela evitava a comida, porque era uma das poucas coisas na sua vida que ela podia controlar durante aquele período conturbado.

Fonte: http://olympics.nbcsports.com/2017/04/12/nancy-kerrigan-eating-disorder/

 

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O que você não sabe sobre a recuperação de um transtorno alimentar

“Estamos aqui para você.”

“Você não está sozinho.”

“Sempre estou aqui para lhe ajudar.”

Essas são algumas das frases que alguém que passa por um transtorno alimentar ouve de amigos, familiares e de terapeutas. Mesmo com essas palavras de carinho, muitos indivíduos sentem-se sozinho – todos os meses, semanas e até mesmo todos os dias. Alguns sentem que as pessoas estão mentindo para elas, porque, embora as pessoas continuem dizendo que você não está sozinho, porque, nos momentos que você mais precisa, parece que nunca há ninguém ao lado delas?

Parece que há um equívoco sobre a recuperação de um transtorno alimentar. As pessoas que você gosta estão tentando ajudá-lo, isso é fato. O mais difícil de compreender, por mais lógico que pareça, é que tudo depende de você, por mais que esqueçamos disso.

Às vezes esquecemos que as pessoas ao redor não conseguem compreender o que está acontecendo na cabeça e na vida de alguém com um transtorno alimentar. Até mesmo alguém que tenha passado por uma situação parecida pode não entender como você se sente, pois todos reagimos de maneiras únicas e, portanto, diferentes.

Mesmo aquelas pessoas que são solidárias com você, ou seja, estão ouvindo o que você tem a dizer e motivando a seguir no caminho correto, no caminho da recuperação, podem não entender ao certo pelo que está passando. Masha Demers, contribuidora do site TheMighty, conta que o seu namorado, apesar de estar constantemente dando apoio a ela durante dois anos na luta contra um transtorno alimentar, sentia que algumas palavras de conforto que ele falava a ela poderiam deixar ela mal por dias. Ela sentia que algumas dessas palavras tornaram-se mecanismos automáticos de resposta sempre que ele tinha que tratar do progresso da batalha contra o transtorno alimentar com ela.

É isso que devemos lembrar, na sua batalha contra um transtorno alimentar, você estará sozinho. Por mais duro que pareça, é a verdade. Não tenha medo, há pessoas solidárias com você, e é com elas que você deve receber o apoio que merece. Isso significa que há ouvido que querem ouvir aquilo que você tem a dizer sobre a sua situação e ombros amigos quando necessitar de um. Mesmo que ninguém no mundo entenda você perfeitamente, aquele que mais chega perto é você mesmo. Você sabe do que precisa, o que quer e aquilo que deseja.

Fonte: https://themighty.com/2017/04/what-no-one-tells-you-about-eating-disorder-recovery/

 

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Os militares estão mais sujeitos a transtornos alimentares?

Todos sabemos que transtornos alimentares afetam pessoas de todos os gêneros, idades, raças, etnias, peso, orientação sexual e status socioeconômico. Agora, outro grupo de indivíduos que deve ser incluído nessas discussões sobre transtornos alimentares são os homens e as mulheres do serviço militar.

A prevalência de fatores que contribuem significativamente para o desenvolvimento de transtornos alimentares em militares e como eles realmente afetam os homens e as mulheres do serviço militar possui pouco estudo direcionado. Na verdade, os poucos materiais existentes informam que a transtornos alimentares como Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa e outros transtornos assim como seus sintomas estão similares ou ainda mais altos que os índices da população civil.

Vamos mostrar alguns dos materiais encontrados nesse assunto. Por exemplo, a prevalência média de Anorexia Nervosa em mulheres militares é de 0.2% a 1.6% e 0.008% nos homens. Quando tratamos da Bulimia Nervosa os dados mudam: 0.71% e 9.7% para as mulheres e 0.015% para os homens. Nas mulheres militares, a prevalência média de Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica é de 19.3%, enquanto nas mulheres civis varia de 3.4% a 14.6%, dependendo do método de avaliação utilizado. Ainda para a população civil, o dado é de 0% para Anorexia Nervosa tanto para mulheres, quanto para homens e 1.1% para mulheres e 0% para homens quando tratamos da Bulimia Nervosa. Já para o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, 11.67% para mulheres.

Os militares, assim como os civis, possuem risco de desenvolver transtornos alimentares quando passam por alguma situação traumática. No entanto, no serviço militar eles estão expostos a trauma de combate, muito mais do que a população civil. Essas experiências podem apresentar os seus próprios riscos para o desenvolvimento de sintomas associados a transtornos alimentares.

Os tipos de comida disponíveis para os miliares quando em mobilização de tropas são diferentes daqueles que não estão mobilizados. A mudança de Comida Prontas Para Comer, extremamente calóricas) para “Comida Normal” que é consumida por pessoas que não estão em combate pode contribuir para o aparecimento de sintomas de transtornos alimentares.

Esse é um nicho de pesquisa pouco explorado, mas podemos ver que, mesmo com pouca pesquisa, o material apresentado sugere que os militares, tanto homens quanto mulheres, estão sofrendo mais com transtornos alimentares quando comparados a população civil. As causas disso ainda são meramente especulativas, mas, com mais pesquisas sendo feitas, podemos chegar a causa do problema e tentar combatê-lo melhor.

Fonte: https://uncexchanges.org/2017/04/12/eating-disorders-in-military-personnel/

 

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